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REPORTAGEM REVISTA EPOCA

REPORTAGEM REVISTA EPOCA 6/3/05

A crise dos 20

Escolher a carreira, conseguir o primeiro emprego e se tornar adulto nunca foi tão difícil. No caminho estão a pressão dos pais, a falta de maturidade e as exigências do mercado

INÊS DE CASTRO COM SUZANE FRUTUOSO E TELMA ALVARENGA

 

Fotos: Maurilo Clareto
/ÉPOCA

Realização pessoal
Formado em Administração, Felipe Fagundes, 25 anos, largou emprego e bom salário e está à procura de trabalho social em uma ONG

Entrar na escola com 2 anos, aprender a ler de 4 para 5, passar no vestibular aos 16. Entre uma lição de casa e uma prova decisiva, cursos de inglês, espanhol, computação, artes e um leque vasto de modalidades esportivas. Para os filhos da classe média mais abonada, um intercâmbio aqui, outro ali - porque inglês, como se sabe, é fundamental. O esforço de tantos anos tem objetivo claro: garantir um futuro promissor para o jovem. Afinal, num mercado de trabalho tão competitivo, não basta ser bom. É preciso ser o melhor e, de preferência, bem rápido, certo? Não exatamente. Embora as famílias se desdobrem para cumprir o roteiro descrito aí em cima, psicólogos gritam em coro cada vez mais afinado: o preço da maturidade precoce é alto. E não raramente desemboca em crise na hora em que o jovem precisa decidir o que fazer da própria vida.

Pais metidos no olho do furacão nem sempre enfrentam com a clareza necessária a angústia dos filhos às portas do vestibular. ''Eles pressionam para que o jovem faça suas escolhas porque não conseguem controlar o próprio medo. Os adolescentes agem como as crianças pequenas, que no primeiro dia de aula se afligem com o nervosismo da mãe.Absorvem a ansiedade dos pais e passam a viver um medo que não é deles'', diz Ceres Alves de Araújo, psicóloga e professora da PUC-SP.

Muitas incertezas
Insatisfeita com o curso de Direito, Karina Maluf, 20 anos, desistiu e hoje estuda Publicidade, faz estágio, mas ainda teme o futuro

Quando tinha 20 anos, Carla Menezes percorreu um trajeto que não havia traçado para si. ''Cursei Jornalismo porque minha mãe achava que era mais fácil. Gastei tempo e dinheiro'', conta ela. Hoje, aos 26, enfrenta o preconceito da família porque voltou a estudar para prestar vestibular para Medicina. ''Vai ser difícil, mas o pior é a dependência financeira'', diz. O sentimento de Carla em relação a sua família reproduz fielmente o que pensa a juventude. No 2o Fórum de Jovens da Associação Brasileira de Recursos Humanos, que em 2004 reuniu cerca de 150 universitários, a pressão para encontrar emprego e a cobrança de resultados foram as duas maiores queixas dos jovens em relação aos pais. ''É compreensível que façam tantas cobranças. Eles investem 18 anos na educação dos filhos e ficam na expectativa de ver os frutos. Mas os jovens deixam claro que, quando pressionados, não conseguem ir adiante'', diz Nelson Junque, organizador do evento.

Fatores emocionais são, de fato, os pesos pesados na balança de estudantes em fase de decisão ou começo de carreira. Depois de entrevistar centenas de rapazes e moças americanos entre 19 e 25 anos, a socióloga Terri Apter, autora do livro O Mito da Maturidade, concluiu que pais muito propulsores colocam uma carga perigosa sobre as costas dos filhos. ''Se por um lado superprotegem e oferecem mil oportunidades, por outro exigem que tomem uma decisão sobre a carreira antes mesmo de deixarem a escola. Esperam que acertem na primeira tentativa sem dar chance para experimentarem. Aceleram o crescimento de tal forma que parecem querer se livrar da tarefa que é educar um filho. Mais que isso: insistem em que, com o diploma embaixo do braço, corram para o primeiro emprego'', conclui ela. Com boa formação intelectual, mas pouco preparo para a vida real, os jovens superprotegidos durante toda a vida não estão acostumados a tomar decisões - e repentinamente se passa a cobrar deles decisões cruciais e corretas.

Mirian Fichtner/ÉPOCA

Indecisão
De Engenharia a Medicina, Marcos Cruz, 26 anos, prestou sete vestibulares. Hoje, formado em Jornalismo, pensa em fazer concurso público

Nessa fase, esbarram em outro problema - a falta de programas sérios que estimulem tanto o estágio quanto o primeiro emprego. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, a taxa de desemprego de jovens de 18 a 24 anos é o dobro da taxa global de desemprego de cada país. No Brasil, onde segundo estudo do economista João Sabóia, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 73% dos jovens entre 18 e 24 anos trabalham, praticamente a metade deles não tem carteira assinada. ''Além disso, como não há uma fiscalização eficaz do estágio na empresa, ele freqüentemente resulta numa experiência pouco útil na formação profissional'', argumenta.

Para a psicóloga Ceres de Araújo, escolhas prematuras, forçadas mais pela ânsia dos pais que pela necessidade real do jovem, não são legítimas. E aconselha: ''Sempre digo aos pais que não fiquem preocupados quando o filho diz que já sabe tudo o que não quer, mas ainda não chegou à conclusão sobre o que quer fazer da vida. Digo que esse é o caminho certo, e não o contrário''. Se o primeiro trauma do adolescente recém-ingresso na vida adulta surge com a necessidade de escolha da carreira, o segundo, que deflagra inadiavelmente a crise da maturidade, é a decepção causada pela faculdade. Cheio de expectativas, o jovem se defronta com uma universidade frustrante, que pouco prepara para a realidade do mercado. ''Ele é obrigado a estudar disciplinas que não têm nada a ver com aquilo que imagina ser seu futuro profissional. Além disso, o nível da universidade caiu demais. Os professores não ajudam a construir o pensamento, desenvolver a análise crítica e não propõem questionamentos. Claro que o jovem se decepciona'', diz Sofia Amaral, psicóloga da Companhia de Talentos, que há 15 anos recruta jovens recém-saídos da faculdade para o mercado de trabalho.

 

 

Vocação
Andreia Sender, 24 anos, abriu mão da profissão de arquiteta, escolhida aos 17 anos, para ser professora

Rita Aprile pensava em estudar Artes Plásticas. Mas concluiu que o mercado era muito restrito, e decidiu pelo Jornalismo. Desistiu antes mesmo de as aulas começarem. Foi, então, cursar Publicidade, carreira que, imaginava, seria adequada a seus ideais. Não era. ''Larguei no segundo semestre. As aulas pareciam curso de artesanato.'' Rita sentia-se culpada, devedora em relação à mãe. ''Ela tinha investido em mim, gastado dinheiro com a minha educação. Era crise de carreira e de consciência. Agora penso em fazer um curso mais técnico. Estou sentindo que fico para trás e não me imagino na faculdade com toda aquela garotada'', diz Rita, que acaba de completar 21 anos. O jovem Marcos Cruz demorou ainda mais para decidir o que pretendia da vida. Nos sete vestibulares que prestou, o primeiro deles com 17 anos, vislumbrou a possibilidade de vidas profissionais tão distintas quanto as de um engenheiro e de um médico. ''Tinha dúvidas entre escolher a carreira por ideal ou recompensa financeira'', explica ele, que chegou a fazer uma das faculdades apenas porque era perto de casa. No final, formou-se em Jornalismo. ''Dei muita cabeçada, fiz escolhas erradas. Vinha lutando para não ser absorvido pelo sistema, mas agora penso em fazer concurso público'', diz o formando, que completou 26 anos.

CANUDO PENDURADO
Apenas 30% dos jovens universitários trabalham em sua área de formação. Confira as carreiras com mais chance de emplacar

SOBE

Biblioteconomia
Engenharia de Produção
Biologia/Biotecnologia
Nanotecnologia

DESCE

Pedagogia
Jornalismo
Publicidade/ Propaganda
Economia

Fonte: ONG Instituto Via de Acesso

A crise dos 20, que pode vir aos 22 ou aos 25, é a primeira da vida adulta e retrata a desilusão do jovem com a realidade. Nesse momento, ele vive uma frustração para a qual não enxerga saída. Os mais resilientes superam. ''Mas há os menos exigentes com a vida e que se deixam curvar diante das dificuldades. Muitos desses podem encontrar alívio nas drogas ou no consumo excessivo de álcool'', diz o psiquiatra André Malbergier, chefe do Grupo de Dependência de Drogas e Álcool do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. ''São o que chamamos de garotos de risco. Em situações de crise ou quando deparam com qualquer dificuldade, se deixam levar pelas drogas'', explica. ''Entretanto a questão profissional é apenas um fator entre os que produzem a crise. Se o jovem tiver fatores de proteção - pais disponíveis, um universo de amigos e suporte emocional -, escapará mais facilmente da tentação das drogas'', diz o médico. Para a psicóloga Ceres, o papel dos pais é fundamental. ''Eles precisam dar suporte durante toda a vida. Claro que isso acontece de uma forma na infância e de outra diferente na idade adulta. Mas o fato de o filho parecer ter atingido a maturidade não quer dizer que os pais possam ou devam abandoná-lo.''

Fabiano Accorsi/ÉPOCA

Frustração
Thiago Sassaki, 24 anos, tentou Matemática e Direito, quis ser vereador e hoje dá treinamento

Há quatro anos, a paulistana Karina Maluf, de 20 anos, tomou a mais precipitada decisão de sua vida: ser advogada, como a mãe. ''Sempre gostei de vê-la trabalhar. Achava que era uma profissão maravilhosa.'' Mas, entre o sonho e a realidade, um vácuo surgiu. Insegura, colocou o pé no freio e pediu à mãe um período sabático. ''Fiz intercâmbio na Nova Zelândia e amadureci. Ainda insisti na volta em tentar Direito. Fiz um mês, larguei e finalmente percebi que Publicidade tinha muito mais a ver comigo. Agora, no 3o ano, faço estágio, mas ainda não sei bem como vai ser meu futuro.''

Segundo os especialistas, fazer várias tentativas no mercado profissional, mesmo que seja para ganhar pouco - trabalhar como atendente de lanchonete ou se empregar temporariamente durante o Natal -, vale para construir a autonomia do jovem. ''Através da relação profissional, do contato com o próprio dinheiro, o jovem exercita sua independência'', diz Terri Apter. ''Por isso é ruim quando os pais, na tentativa de privar os filhos dos dissabores da vida profissional, pulam etapas, escolhem a profissão que acreditam ser a melhor ou aquela na qual podem atuar como facilitadores. Ninguém começa por cima. Para se transformar em profissional maduro, é preciso subir degrau por degrau'', diz a autora. É uma trilha como essa que Thiago Sassaki, de 24 anos, está tentando percorrer. Depois de entrar na faculdade de Matemática com 16 anos e por desejo dos pais levar o curso até o fim do 2o ano, largou tudo e, a conselho de um tio, foi estudar Direito. Não se encontrou. Pensou em ser vereador, promotor de eventos e vendedor de imóveis, mas nada deu certo. ''Contava com uma ajuda que não aconteceu'', revela ele. ''Sei do meu talento para lidar com pessoas. Agora estou trabalhando como coordenador de treinamento para consultores de tecnologia. Desisti de fazer faculdade. Não quero apenas ganhar dinheiro, mas busco uma atividade que me dê auto-estima.''

Crise dupla
Rita Aprile amarga culpa por não trabalhar e, aos 21 anos, sente-se velha para tentar a terceira faculdade

Diferentes dos yuppies dos anos 80, que muito antes de vislumbrar satisfação pessoal buscavam gordos salários, os jovens do novo milênio colocam bem-estar, auto-estima e satisfação pessoal como sonhos de consumo inevitavelmente atrelados à vida profissional. São comuns os casos daqueles que, encaminhados na profissão, jogam tudo para o alto em busca da realização pessoal. Foi o caso de Felipe Fagundes, de 25 anos e diploma de Administração de Empresas embaixo do braço. Empregado numa empresa e com bom salário, Felipe reconheceu no terceiro setor o viés de sua aptidão: ''Quero desenvolver um trabalho ligado à causa social. Estou fazendo entrevistas para ver se entro em alguma ONG e sei que vou ganhar menos. Mas não tenho dúvidas de que esse é o caminho que quero seguir. Às vezes a gente precisa se perder um pouco para poder se achar''.

 

O desapego ao dinheiro abriu novas portas para Andreia Sender. Formada em Arquitetura aos 24 anos, ela abriu mão da profissão que escolheu aos 17. ''Eu me sentia extremamente infeliz e sufocada. Nem sei por que escolhi essa profissão'', conta ela, que chegou a trabalhar em um badalado escritório de arquitetura. Com o apoio do namorado, abandonou tudo para se dedicar ao que todos achavam ser apenas um hobby: lidar com crianças. Andreia está fazendo o magistério e anda radiante com o estágio numa escola. ''Sei que fui no contrafluxo do sucesso e do dinheiro. Mas não quero ser infeliz 11 meses por ano e ter um mês bom de férias. Profissionais bem-sucedidos, meus pais temem por minha segurança financeira, mas me identifico com o que faço e não quero abrir mão dessa escolha.''

Sacrifício
Depois de fazer o que a mãe queria, Carla Menezes, 26 anos, vai tentar ser médica, profissão de seus sonhos

Conhecendo a distância que existe entre colégio e faculdade e entre esta e a vida profissional, algumas escolas têm investido na orientação vocacional como disciplina obrigatória na grade horária. Durante os três anos do ensino médio, trabalham dinâmicas de autoconhecimento, pesquisam as profissões e promovem visitas a instituições de ensino superior. Em alguns casos, vão além: ''É preciso abrir os olhos para opções mais empreendedoras, que ofereçam a possibilidade de o jovem ser seu próprio chefe. Os empregos estão acabando, o trabalho não. É preciso mostrar que o mercado está mudando para que o aluno consiga enxergar oportunidades além do vestibular'', diz a psicóloga Fátima Trindade, que é conselheira da Associação Brasileira de Orientadores Profissionais.

Ingressar no mercado de trabalho é o mais dramático empecilho dos jovens em busca de uma carreira. Cinqüenta e um por cento dos que trabalham e têm entre 18 e 24 anos estão empregados no comércio. Apenas 30% dos universitários com diploma conseguem emprego na área de sua formação. A batalha é árdua. Em 2004, por exemplo, a Sadia abriu vagas para seu programa anual de trainees. A iniciativa mostrou uma desanimadora realidade: dos 20 mil inscritos, apenas 112 foram contratados. Para Oriana White, psicóloga e diretora da empresa de pesquisa CPM Research, o problema é o paradigma do que é sucesso: ''Nossa cultura prega que o ideal é entrar numa multinacional. Antes de pensar se a empresa X paga bem e se a Y oferece estabilidade e plano de carreira, o jovem precisa saber que pessoa ele quer ser. Com o horizonte aberto, ele pode chegar à conclusão de que quer gerir o próprio negócio, ser dono da própria carreira. No panorama atual, deixar de ser empregado para ser empreendedor é cada vez mais viável'', diz.

Raphael Falavigna/ÉPOCA

Empreendedor
Depois do baque financeiro da família, Renato Duprat, 23 anos, trabalhou como office-boy, fez Administração e agora comanda uma franquia de academias

Parece irreal? Mas é o caso de Renato Duprat, de 23 anos, presidente da Pelé Club. Aos 14 anos teve o primeiro emprego na empresa da família. Quando os negócios começaram a ruir, foi trabalhar como office-boy e fez faculdade de Administração de Empresas. Passou a pesquisar o negócio de academias de ginástica. ''Descobri um mercado de franquias de academias, pouco explorado e que podia render muito dinheiro.'' Propôs sociedade a ninguém menos que o Atleta do Século. ''Pelé ouviu o que eu tinha a propor e aceitou a parceria, contanto que eu tocasse o negócio dia e noite. Tive de passar por uma experiência muito amarga na vida pessoal para mudar o rumo da minha vida. Ficar sem dinheiro, trabalhar quando o que eu queria era me divertir - tudo isso me preparou para ser independente.''

 

Descubra o perfil do jovem brasileiro


 

 

COMO É O JOVEM BRASILEIRO
Confira seu perfil e suas aspirações

7 % têm curso superior completo
3 % pretendem fazer MBA
52 % trabalham
16 % lêem/compreendem/falam inglês
38 % sentem-se capazes de abrir a própria empresa
48 % acham que o trabalho vem sempre em primeiro lugar
38 % sentem-se muito bem quando têm sucesso financeiro
33 % acham que mulheres têm mais capacidade em casa que fora
76 % acreditam que a vida vai melhorar no futuro
66 % gostam de seguir uma rotina
8 % atuam como voluntários em alguma entidade
3 % trabalham em empresa pública
21 % trabalham em empresa privada
3 % são donos do próprio negócio

Fonte: Estudo Ipsos Brasil com 40.042 jovens de nove centros urbanos

 

O QUE ELES QUEREM
Segundo dados do IBGE, 16% da população brasileira é
composta de jovens entre 15 e 22 anos

Eles gostariam de ser…
1 % empresário bem-sucedido
26 % jogador de futebol
22 % ator ou atriz
17 % modelo internacional

Eles sonham em…
42 % arrumar um ótimo emprego
32 % ser bem-sucedido na vida
25 % ser aprovado na faculdade
25 % nunca ter problemas com drogas

Eles temem, sobretudo…
52 % perder os pais
21 % viciar-se em drogas
18 % morrer
17 % não ser bem-sucedido
10 % não ter dinheiro

 

Dicas para enfrentar a crise dos 20


 

ENTRE PAIS E FILHOS
Especialistas oferecem dicas para enfrentar a crise dos 20 anos

Pais devem...

Aliviar o medo de seu filho de que a relação entre vocês deixará de existir assim que ele se tornar um adulto. Ao mesmo tempo, encorajar atividades que estimulem a independência

Depositar confiança em seu filho e na pessoa que ele será um dia. O jovem no limiar da vida adulta tem necessidade de ser visto, ouvido e compreendido, mas não quer ninguém decidindo por ele

Evitar humilhações. Essa é a maior ameaça aos laços entre pais e filhos. Frases como ''eu disse'' ou ''por que você não cresce?'' são paralisantes e roubam toda a auto-estima de um jovem

Demonstrar ''pertencimento''. Quando seu filho sente que está inserido na família, não apenas se torna mais responsável, como também se sente conectado com a realidade da qual faz parte

Ouvir o que o filho tem a dizer, demonstrando que o conteúdo da conversa faz sentido. O chamado ''senso de validação'' é fundamental para ele ter liberdade de compartilhar suas angústias

Tolerar retornos. Falsos inícios merecem segundas chances. Experimentar uma volta para casa pode ser tão enriquecedor como uma nova tentativa em um curso superior

Filhos devem...

Entender que abrir a porta para a idade adulta não significa fechar a porta da casa dos pais. O medo que a separação gera já é tão agudo que, se não for controlado, pode desequilibrar o jovem

Isolar os problemas. Como o jovem precisa administrar várias coisas ao mesmo tempo, deve aprender a separar uma coisa da outra e atribuir a cada problema seu peso devido

Deixar claras suas intenções. À medida que os pais ficam sabendo o que esperar, aprendem a lidar com esse momento de trânsito pelo qual o filho está passando - e aceitam melhor

Tentar solucionar os problemas. Quem é capaz de identificar determinada questão ou um conflito específico e começa a solucioná-los recupera o controle sobre a própria vida

Administrar a própria ansiedade. Morar longe dos pais e ter de lidar com desafios profissionais não são tarefas fáceis. Essa ansiedade destrutiva interfere negativamente no aprendizado

Respeitar a si mesmo. É importante gastar algum tempo do dia para refletir sobre a vida. Validar as próprias experiências é fundamental para alimentar a autoconfiança

 

Algumas estatísticas sobre o jovem brasileiro


 



41% dos jovens com formação superior foram absorvidos pelo mercado formal de trabalho
51% dos jovens que trabalham estão no comércio
70% dos formados de nível superior não atuam na área pela qual foram diplomados

 



17% dos que trabalham dizem que a remuneração mensal é o fator número um de satisfação
30% dos jovens até 24 anos que trabalham usam seus rendimentos apenas para si
57% ajudam no orçamento familiar

 



36% dos jovens conseguem o primeiro emprego entre 15 e 24 anos
22% dos que têm até 24 anos já trabalharam, mas agora estão desempregados
16% dos que trabalham nessa idade pertencem às classes A e B

 

Fonte: Fundação Perseu Abramo e Os Jovens no Mercado de Trabalho no Brasil - estudo do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Conheça o best-seller A Crise dos 25


 




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